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Insisto em dizer que estou bem, mesmo sem quase nunca estar. Digo pra evitar perguntas à respeito de coisas que nem eu mesma sei explicar. Nem sempre existe um motivo aparente, uma razão coerente, quase sempre é um nada. Acontece que existem dias em que a tristeza chega, e se acomoda; falar sobre não adianta absolutamente de nada, e acaba na verdade piorando completamente tudo. E pra evitar alguém cavando no profundo do meu eu, respondo automaticamente “estou bem”, e finjo que realmente tudo está certo e que nada está fora do lugar. Ninguém entenderia a completa bagunça que existe em mim. E pra ser sincera, nem eu mesma entendo.
Suelen Bastos. (via adaptaveis)
Saudade da sua voz, de cada palavra que você me dizia. Saudade do seu sorriso, aquele sorriso único que me transmitia paz, aquele sorriso de pura felicidade, mas que por trás carregava uma dor grande da qual não demonstrava. Saudade de cada gesto seu, da sua preocupação, do seu colo. Saudade de quando eu chegava em casa e lá estava você me esperando de braços aberto para me abraçar, e sussurrava no meu ouvido: Até que fim você chegou. Saudade de seu cheiro, do seu aconchego. Saudade daquele abraço que não foi dado, daquele adeus não dito, das palavras caladas. Saudade do que foi vivido e do que deixou de ser sentido. Saudade, apenas saudade. Aquela que bate na porta diariamente gritando ‘eu tô aqui’. E ela tá ali, não importa o que aconteça ou quanto tempo passe, ela está presente trazendo consigo toda a dor do que não foi superado. Saudade foi a única coisa que restou de tudo isso.
Alef Santos e Taynara Braz. (via isolavel)
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